fechar menu 

De Joanesburgo ao Kruger Park de carro

 
 

Acabados de chegar à África do Sul pela primeira vez para a segunda parte da nossa lua de mel (vejam aqui a primeira parte da nossa lua de mel nas Seychelles), eu e o André achámos que não haveria melhor aventura do que alugarmos um carro e irmos de Joanesburgo ao Kruger Park. Era apenas a nossa segunda vez no continente africano (mas a primeira na região de África Subsariana) e estávamos curiosos por sentir as diferenças deste continente em primeira mão.

Quando aterramos no aeroporto OR Tambo em Joanesburgo só conseguíamos pensar no que estávamos prestes a fazer: a primeira vez na África do Sul e a primeira experiência de condução na “verdadeira” África.

O nosso destino final era o Geiger’s Camp (uma reserva privada no Kruger Park) a cerca de 6 horas e 499km de distância de carro dali. Estávamos prontos para embarcar nesta aventura.

VÊ AQUI O NOSSO GUIA DE VIAGEM ÁFRICA DO SUL

O inicio da viagem

Depois de alugarmos o carro, fomos surpreendidos com uma excelente autoestrada, a N12, nada muito diferente do que se vive na Europa, exceto o facto de se conduzir à esquerda, algo que o André conseguiu contornar com uma facilidade incrível – parecia que nunca tinha aprendido a conduzir de outro modo!

PESQUISA ALUGUER DE CARRO COM A RENTALCARS.COM AQUI

Durante o planeamento da viagem, ouvimos contar que podíamos ser parados por polícias corruptos, mas logo percebemos que muito dificilmente isto iria acontecer. Havia muita polícia, mas sim a fazer o controlo da velocidade, sempre a controlar ultrapassagens perigosas e demais manobras que os condutores arriscam sempre fazer. Acreditamos sempre no bom senso e isto não iria ser um problema para nós.

 
 

À medida que começámos a percorrer caminho, vimos o sol a começar a descer no horizonte. As cores do fim de dia em África são diferentes de todos os locais do mundo onde já havíamos estado até à data. Pensámos que o facto de o inverno estar a começar por essa altura ainda o tornaria mais peculiar. No entanto, já com bastantes quilómetros percorridos, ao chegarmos à N4 em Emalahleni (a estrada que recebe os veículos provenientes de Joanesburgo e Pretória), começou a chover com bastante intensidade e à chuva seguiu-se uma enorme trovoada. Claro que o mau tempo dificultou-nos um pouco o caminho, e inclusive passámos por diversos acidentes, mas fomos sempre com cuidado. As cores passaram de peculiares a inimagináveis e nós percebemos que a nossa aventura daquele dia estava prestes a começar.

 
 

Assim, a grande aventura começou a partir do momento em que cortámos para a R540, que hoje nos é tão conhecida. Já era escuro e aí a estrada era bem diferente. Não tínhamos mais iluminação do que aquela que os faróis do nosso carro nos conseguiam proporcionar, estávamos no meio de milheirais altíssimos, sem qualquer proteção o que tornava possível a travessia de animais (e havia muitos sinais de perigo nesse sentido), mas pior que tudo isto eram os famosos potholes na estrada.

 
 

Os potholes são "crateras" na estrada

Na nossa viagem de carro de Joanesburgo ao Kruger Park os potholes foram os nossos maiores obstáculos. Não sei se lhes podemos chamar buracos na estrada ou "crateras" na estrada. Eram enormes. Apareciam com tanta frequência que ainda estávamos a festejar ter saído de um, quando por segundos não vimos os pneus do nosso carro furados no seguinte que aparecia. Vimos alguns carros que se aventuravam com grande velocidade a ter de parar com este problema! Para nós, esta foi uma grande surpresa. Notámos que é algo normal, porque carros de luxo passavam por nós ali e percebemos que é uma característica comum nas estradas nacionais na África do Sul.

Claro que este pequeno grande obstáculo nos demorou e nos fez atrasar a nossa viagem até ao Blyde River Canyon Lodge, onde tínhamos previsto ficar para passar a primeira noite. Tínhamos desenhado este percurso com o objetivo de ainda conseguir ver o Fish River Canyon, o segundo maior canyon africano, mas quando chegámos à região deste fenómeno natural estava completamente escuro o que impossibilitou a vista.

Mesmo assim, foi uma boa aventura, que não nos fez arrepender minimamente da nossa decisão!

Nós gostamos de sentir o sítio em que estamos e nada melhor que fazê-lo desta forma. Quando chegámos ao Blyde River Canyon, ao estacionarmos o nosso SUV, os nossos cicerones foram duas zebras e dois gnus que se alimentavam calmamente naquele local. Ficámos apreensivos. Não sabíamos se devíamos sair do carro, mas logo chegaram as rececionistas do lodge que gentilmente esperaram ate às 23h e nos receberam amistosamente com um jantar bem típico sul-africano.

Os sons da noite em África também eram diferentes. Aqui, já estávamos na savana e não tínhamos noção do que nos envolvia. Era noite e teríamos que esperar pelo dia seguinte para sermos surpreendidos.

 
 

Uma "mini desventura" com o GPS

No dia seguinte, após um excelente pequeno-almoço, fizemo-nos de novo ao caminho. Queríamos chegar ao nosso tão esperado destino. E já estávamos perto! Ligámos para a receção do Geiger’s Camp e disseram que não demoraríamos duas horas. Ficámos muito contentes, porque ainda íamos conseguir fazer o safari da tarde.

O André foi conduzindo orientado pelo GPS que também alugamos e fomos passando por várias povoações, vendo crianças com 6 ou 7 anos irem a pé sozinhas para a escola, vestidos com uniformes, todos de igual, as senhoras a vender frutas ou refrescos à beira da estrada e fomos deslumbrados também pela paisagem do Fish River Canyon que víamos ao longe. De cortar a respiração.

 
 

Estávamos entusiasmadíssimos, mas queríamos chegar! Até que nos apercebemos que estávamos a ir em direção a Hazyview e não a Hoedspruit, o nosso portão para chegarmos a tempo do safari. O nosso GPS quis mostrar-nos mais de África e nós deixámo-nos ir. O que nos salvou foi um mapa (aprendemos que na África do Sul tem sempre que existir um mapa!).

Agora teríamos de voltar rapidamente e percorrer todo o caminho que já havíamos percorrido para chegar a tempo do nosso safari. Mas conseguimos! Chegámos a tempo ao nosso lodge e íamos conseguir viver a nossa aventura que, ao contrário do que estávamos a pensar, já tinha começado muito antes.

 
 

Valeu mesmo a pena

Já no caminho de regresso, conseguimos ver de perto o canyon que dias antes o anoitecer precoce nos tinha negado. Vale a pena fazer a viagem de Joanesburgo ao Kruger Park de carro para ver esta paisagem – é arrebatador. Vimos também os potholes com mais facilidade (o que tornou a ginástica para não termos nenhum pneu furado muito mais fácil!). E vimos o que estava para lá dos altos milheirais: povoações com casas de latão. Estávamos em África e percebemos que aqui muito rapidamente estamos no melhor quarto de hotel e na melhor autoestrada do mundo, como de seguida estamos na estrada com potholes rodeados com as pobres casas de latão sem eletricidade.

Conduzir num país é das melhores formas de o conhecer, sentir e entrar no seu ritmo. Estes 600km de carro entre Joanesburgo e o Kruger Park revelaram-nos um lado único da África do Sul – desde as suas paisagens deslumbrantes à vida quotidiana dos seus mais variados habitantes – e nós não trocaríamos esta experiência por nada deste mundo!

 
 

5% de desconto em seguros de viagem!

Somos embaixadores da IATI e temos descontos exclusivos para ti.

Info Seguros de Viagem

Subscreve a nossa newsletter

Segue-nos!

Não percas nenhuma aventura dos honeymooners: