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Hungria: Onde nasceu o bichinho das viagens

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Em 2008, através do programa Comenius, tivemos a oportunidade de ir até à Hungria para participar num projeto europeu sobre questões do ambiente. Éramos 5 ou 6 colegas mais a Professora Oriana, nossa professora de físico-química, e íamos juntar-nos a mais grupos de alunos da Polónia, da Alemanha e, claro, da Hungria.

E apesar de esta não ter sido uma viagem para grandes passeios turísticos, foi sem dúvida com ela (tínhamos nós 16 anos) que nasceu o nosso gosto pelas viagens.

A verdade é que, nesta viagem, tudo era novo, tudo era diferente e, por isso, tudo foi vivido com uma intensidade ainda maior que o costume. À chegada ao aeroporto de Lisboa (já um pouco em cima da hora para fazer o check-in), lembro-me perfeitamente de olhar em volta e tentar perceber a dimensão daquele aeroporto. Tudo parecia tão grande e nós tínhamos tanta curiosidade por conhecer todos os recantos do aeroporto que, apesar do curto tempo que tínhamos, decidimos passear pelo aeroporto e acabámos por nos perder completamente do balcão do check-in! Começámos logo a viagem com um sermão da Professora Oriana: que assim nos íamos perder uns dos outros! Que não tínhamos sentido de orientação nenhum!

Ficámos um bocadinho apreensivos, mas estávamos em piloto automático por isso não nos conseguíamos preocupar muito – tinha-nos sido dito que documentos levar para o check-in, quanto peso a mala poderia ter e, no fundo, seguíamos a Professora Oriana que nos orientava pelo aeroporto até à porta de embarque.

Quando chegou a hora de embarcar, a nossa curiosidade voltou. Ao entrar naquele avião da TAP, voltei a ficar admirada com a dimensão de tudo. Só queríamos absorver todos os pormenores desde o tamanho da asa que víamos da nossa janela às instruções de segurança que as hospedeiras nos davam. E, na verdade, ao ouvir essas mesmas instruções senti logo o coração a bater a mil! E se eu tivesse mesmo que recorrer a uma destas medidas de segurança? O André estava muito mais tranquilo, embevecido com o espírito de aventura com a adrenalina. O bichinho já estava em nós – apenas de uma forma diferente em cada um.

Sentados um ao lado do outro, eu agarrei-me à mão do André e desde então que fazemos sempre questão de viajar um ao lado do outro, a dar as mãos sempre nesta parte mais “crítica” da viagem. Levantámos voo e a viagem correu de forma mesmo tranquila – ainda me lembro de ter a sensação de que estávamos a caminhar sob algodão quando olhava pela janela e via as nuvens brancas por baixo de nós.

Quando aterrámos, aí sim deparámo-nos com um mundo completamente diferente do nosso: uma língua diferente, comida diferente, pessoas vestidas de forma diferente, uma cidade organizada de forma diferente.

Não ficámos alojados em Budapeste, mas sim numa escola pois estávamos lá em “trabalho” no nosso projeto, mas ainda assim tivemos algum tempo para visitar algumas partes históricas do país. Apesar de não termos feito grandes pesquisas acerca da Hungria antes da viagem (algo que simplesmente não dispensamos fazer hoje em dia!), esta viagem marcou-nos pela dimensão de tudo o que víamos. Tão grandes e diferentes que eram os monumentos que visitávamos. Lembro-me perfeitamente de comentarmos um com o outro que nunca teríamos imaginado que, a tão poucas horas de avião de Lisboa, pudesse existir aquele mundo tão diferente. Foi nesse momento mesmo, penso eu, que tivemos aquele choque e que começámos a pensar: Há tanto para descobrir, há tantos sítios por ver.

E a partir daí, nunca mais conseguimos parar. Ao sentir este click, só podíamos pensar: Se isto é assim na Hungria, que nem é assim tão longe, como é que será nos EUA? Na África do Sul? No México? Como é que as pessoas comem, como é que se vestem? Conhecer assim o dia-a-dia das pessoas é das coisas que mais nos fascina quando viajamos ainda hoje. E, claro, os monumentos e os lugares históricos – tudo isso só serve para adoçar as nossas viagens ainda mais.

Esta viagem, não tendo sido organizada por nós, não tendo sido só feita a dois, foi a viagem que nos permitiu fazer esse click. E fizemo-lo sem dúvida.

E foi assim que nos apercebemos que queríamos imenso conhecer o mundo – e conhecê-lo juntos! – para podermos perder-nos em aeroportos e dedicarmos o tempo que quiséssemos aos monumentos, desfrutar de um jantar juntos tranquilamente. Para podermos viajar à nossa maneira.

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