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A nossa lua de mel na África do Sul

 
 

Na altura em que começámos a pensar na escolha do nosso destino de lua de mel (acabámos por decidir por uma uma lua de mel na África do Sul e Seychelles), os primeiros destinos que nos surgiram foram os “típicos” locais idílicos. Aqueles que têm conceitos próprios para a lua de mel (ver artigo "Os melhores destinos de lua de mel na praia") que convidam ao relaxamento de que bem se precisa depois de meses agitados como são os que antecedem o grande dia.

No entanto, nós queríamos algo inesquecível. Queríamos descansar sim, mas queríamos uma aventura; algo diferente de tudo o que já havíamos feito à altura do nosso casamento. Estavam, pois, reunidas as condições para termos uma primeira semana num dos locais mais bonitos do mundo – as Seychelles – e a outra para fazermos algo diferente.

Pensámos então no que é que ainda não tínhamos feito juntos. Até à data, tínhamos a sorte de já ter viajado juntos a cidades interessantes e países cheios de História. Mas, realmente, havia uma coisa que ainda não tínhamos feito e tínhamos imensa curiosidade em experimentar: um safari em África.

Realmente, fazia todo o sentido: gostamos os dois da natureza, apreciamos o pôr-do-sol e temos sempre curiosidade de ver paisagens diferentes do que nos é comum. Posto isto, não havia melhor destino do que uma lua de mel na África do Sul.

E não nos arrependemos!

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A chegada à África do Sul

Claro que o facto de África ser o desconhecido para a maioria das pessoas gerou muita ansiedade às nossas famílias. Mas nós estávamos seguros de que tudo correria bem na nossa lua de mel na África do Sul e que há mitos que não passam disso mesmo! Acreditamos sempre que só quando se viaja é que se consegue ter a noção de como as coisas são realmente.

No entanto, quando aterrámos no aeroporto Internacional de Oliver Tombo (em Joanesburgo) não pudemos deixar de admitir que também nós partilhámos desta ansiedade. Tirando Marrocos (que tinha uma surpresa muito positiva) todo o restante continente africano era uma incógnita para nós.

Na espera habitual para o controlo dos passaportes, fomos observando o espaço, as pessoas, a organização que são a primeira possibilidade de contacto com a nossa nova realidade assim que chegamos. Gostamos de fazer isto: chegar a um sítio novo e, enquanto esperamos oficialmente entrar no novo país, imaginar como será a organização do país, como são as pessoas por este e aquele pormenor. Quase que fazemos apostas de se o segurança se vai mostrar simpático, se as casas de banho vão ser limpas! É boa esta sensação de desconhecido, é boa esta ansiedade de perceber qual a intuição que está mais próxima da realidade.

Claro que, sendo esta a segunda parte da nossa viagem de lua de mel, tudo seria mais intenso ainda. O senhor do controlo dos passaportes foi extremamente simpático e o aeroporto tinha uma arquitetura moderna, com vários seguranças por metro quadrado sempre dispostos a orientar qualquer turista que viam a deambular perdido por aquele enorme local. Foi positivo o primeiro impacto.

Alugámos um carro com facilidade e, após a grande aventura que foi a nossa deslocação chegámos a Timbavati, uma reserva privada no Kruger Park.

 
 

Vamos juntos fazer o primeiro safari das nossas vidas?

Na entrada da reserva, fomos recebidos pelo Richard, o ranger que nos havia de guiar pela savana ao longo de toda a estadia e pelo Jack, o tracker que andou sempre connosco. Duas pessoas espetaculares e que gostam tanto do que fazem que o fazem de uma maneira exímia!

Explicaram-nos como tudo funciona, ou não fosse este o nosso primeiro safari. Ficámos a saber então que os nossos dias na savana começariam cedo com um pequeno-almoço ligeiro pelas 5h30 seguido de um game drive das 6h às 9h. Voltaríamos para um pequeno-almoço mais completo e de seguida um descanso junto da piscina até ao almoço que acontece às 13h para depois seguirmos para o safari da tarde, das 15h às 18h. Explicaram-nos ainda que no safari faríamos pausas para podermos fazer piqueniques em plena savana.

 
 

Posto isto, levaram-nos de jipe até ao Geiger’s Camp onde iríamos ficar alojados na próxima semana.

A verdade é que não foi fácil escolhermos onde iríamos ficar. Demorámos a tomar a nossa decisão final, mas nunca imaginámos que teríamos feito uma escolha tão acertada! Ao chegarmos, ficámos completamente fascinados. Acho que nunca fomos tão bem-recebidos, ou pelo menos não com sorrisos tão rasgados e por pessoas tão preocupadas com o nosso bem-estar.

Mas não eram só as pessoas! O local era maravilhoso. O nosso quarto era tão original e estava decorado tão tipicamente; estar aqui remetia-nos imediatamente para a savana. Tinha uma cama enorme com uma rede mosquiteira branca que a envolvia na totalidade, estava decorada com pétalas de rosas (ou não estivéssemos nós em lua de mel). A casa de banho além de uma banheira ao estilo do século XVI, tinha um chuveiro com vista para a rua e um pequeno terraço. Não estávamos à espera de algo assim e ficámos mesmo contentes.

 
 

O safari na África do sul foi uma experiência incrível!

Como chegámos em cima da hora do safari da tarde, comemos algo rápido e aí fomos nós! Não sabíamos que devíamos ir agasalhados e não sabíamos mais uma quantidade de coisas que se deve saber quando se faz um safari, mas tudo nos foi explicado com a mestria dos melhores que estavam ali connosco (e, claro, não pudemos deixar de partilhar tudo convosco!).

Vimos tantos animais! Tivemos a oportunidade de observar hipopótamos e crocodilos a habitarem no mesmo lago, gnus, hienas, um pequeno javali africano, um camaleão que foi encontrado e ainda hoje não sabemos como foi possível. Zebras, elefantes (inclusive vimos um elefante a derrubar uma árvore para poder comer a sua raiz!), girafas, búfalos, montes de impalas, veados e até uma leoa!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma das coisas que mais nos surpreendeu foi a forma de como os rangers respeitam estes animais e o habitat deles. Tornou-nos ainda mais seguros da nossa escolha naquele momento tão especial das nossas vidas. Ali, tem-se o cuidado de não ferir os animais com a luz das lanternas (nunca apontam diretamente para eles), de não os encurralar com os carros para não se assustarem, entre outros pormenores.

 
 

Tudo nos era explicado na medida certa, com a dose científica necessária e com o sentido de humor que também deve existir. Ainda hoje sorrimos quando nos lembramos do Richard quando estávamos a seguir uns rastos de pegadas de um leão e de parar o jipe em frente a um impala e dizer: “Olá Sr. Impala, como está? Por acaso não viu por aí um Leão Africano? Seguir a direita? Muito obrigado Sr. Impala”.

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Éramos principiantes nesta aventura, mas sabemos que fomos perspicazes escolher a nossa lua de mel na África do Sul. Lanchar em plena savana, logo nesse primeiro impacto é difícil de descrever. Parámos o carro ao pôr-do-sol, colocaram uma mesa articulada e serviram as bebidas que escolhemos com aperitivos locais e assim ficámos nós a ver o sol descer naquele inverno de África. Parecia que estávamos no filme do Rei Leão. O som dos animais que lá continuam na sua vida normal, com as cores entre um laranja e vermelho e as árvores em forma de cogumelo com o cheiro da natureza tão pouco interferida fizeram-nos sentir privilegiados.

 
 

A lua de mel na África do Sul foi mesmo uma boa decisão!

Ao voltarmos ao lodge depois desta primeira ida à savana fomos recebidos com o mesmo sorriso rasgado de há poucas horas atrás. Fomos tratados com a mesma cortesia todos os dias, com a mesma necessidade de sermos agradados, com surpresas muitas vezes no decorrer dos jantares (como cânticos e danças africanas que eles mesmos preparavam). As refeições eram preparadas com muito carinho e, antes de nos serem servidas, era explicado o que estava a ser confecionado – sempre pratos locais de que gostámos imenso. Tudo era servido com requinte e colocado na mesa de tal forma que dava realmente vontade de provar tudo.

No lodge, tínhamos ainda uma piscina onde nos disseram que muitas vezes os elefantes vêm beber e de onde podíamos comtemplar e usufruir de toda a paz que a calma da savana numa tarde de inverno tem para oferecer e sentir a natureza no seu auge. Estava tudo realmente bem feito.

Na hora de regressar a casa, prometemos ao Jack e ao Richard voltar mais tarde. Adorámos esta experiência e só a podemos recomendar!

 
 

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